Vivo! Eis que surge uma nova direção, algo menos contemporâneo, mais sentimental, que se diga humano! Não, o mundo criado pelos seres, ainda não me atraí, não me convence e menos ainda me tem! Sabe o que você sente quando as coisas não vão bem, mas ainda assim você insiste em permanecer e carregar toda aquela carga? Carga essa que não é toda sua, que não precisa ser toda sua! É! Desse jeito as coisas começam a ir se acomodando, dando lugar a novas coisas sem nunca esquecer-se do passado, quase uma ironia! Como dizem, é lembrando o passado que não se revive no futuro! Ou você mesmo escolhe reviver e não liga pro passado? Afinal, feridas sempre serão abertas, sempre sangrarão e você, você lembra, sabe que esquecer não existe! Dores, amores... e quem é você? Para achar que é quem destina e dirige sua própria vida, você não vê?
O ser humano, demasiado desumano para sustentar seu titulo de racional, todos os dias tenta se convencer de sua magnitude, cria em sua cabeça complexos de poder e superioridade; acha que tudo pode, sem lembrar que sua liberdade se estende até começar a do outro! Com seus sonhos, desejosos de prazer e cegos pelo mundo, constroem suas vontades no anseio de que o desejo se realize e assim sacie-se! A lembrança que se leva da sua primeira experiencia de satisfação o acorrenta por toda a sua existência, seus desejos buscando recuperar a perda da experiencia, mais uma vez trazendo memórias à tona e conduzindo inconscientemente a vida!
Renunciar a seus instintos, parece ser a base sólida da inclusão na sociedade. Sociedade doente, com todas as suas conservas culturais e seus ritos mórbidos consagrados, buscando desesperadamente pelo pai, esse que à abandonou, disse um certo dia que iria até o bar da esquina comprar uma bebida ou outra coisa qualquer... E o ser força para parecer humano, veste-se bonito, passa suas tintas, dança até o amanhecer. Durante a sua estadia, transforma as noites da vida em pura festa. Até que o dia amanhece e a fantasia cai, retorna ao luto! É regra da vida, de viver, aprender quando já não há mais tempo de voltar atrás, coitado do ser! Disse Platão, que os bons são os que se contentam em sonhar com aquilo que os maus fazem na realidade!
Você pode não ler tudo isso e também não encontrar um propósito! Mas se puder (não são todos que conseguem), repense seus atos, enxergue e entenda em quem se transformou e em quem foi transformado, o que busca e pelo que vive! Freud dizia "qualquer coisa que encoraje os laços emocionais, tem que servir contra as guerras!" Mas afinal, você luta contra a guerra? (Guerra em todos os seus sentidos.) Ou é mais um desses inúteis sacos de sentimentos, que andam e desfilam seus trajes encantadores sobre a Terra? Quem é você frente ao desconhecido? Quem é você frente a morte? É sabido que o homem tem a todos como mortais, menos a si mesmo! Como conseguiria constituir-se sabendo que é certo morrer?
Catarse! E renasce, quantas vezes for necessário, mas algumas vezes trazendo algo de novo, talvez até bom, dependendo do organismo e da experiencia! Freud também disse, que "onde abundam as dores surgem os licores"! Será? O homem deve reconhecer seu sofrimento e enobrece-lo! Sofrer hoje, é acima de tudo um grito desesperado de vida!
A experiencia é para mim a autoridade suprema! -Carl Rogers
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