E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Fluxo-fotossíntese
Dor. Sinal sinóptico, aviso cerebral de ruína corporal, aprendizado de nível difícil, teste de resistência, resiliência silenciosa, transcendência, marcas, sentimento! Olhos presos ainda aos meus. Seu suspiro dentro do meu pulmão. Entranhas que reviram dentro das minhas. Separado por um oceano [ipsis litteris] de memória, e outro de dor! Sentimentos ocultos, compartilhados sem nenhuma discrição, sem pudor! Corpo fresco - não mais pulsante - enterrado a sete palmos do chão! Ademais, a grosso modo, minha questão é com Deus, ser energético que esta em todo lugar e em todas as coisas, na chuva lá fora, na cadeira em que sento, nos meus pés gelados, no meu intestino e no que esta dentro dele também! Psychos Flutuante, orai por nós! Desgarradas crias suas e da Grande Rameira, abandonados numa sucursal bélica do limbo. Olhai por mim, preso nesse fluxo, preso nesse sentimento decepado pela Grande Ceifeira, preso nessa cadeira, escrevendo e lamentando as garrafas de ontem que eu freneticamente bebo para tentar anestesiar esse vazio agudo que bate em minha porta. O dedo sujo da Grande Energia, que me arranha e escalpela até que toda carne esteja exposta, meus anseios alegrias medos angustias vergonhas e aí sobrando só sombra e agonia me agarro ao Nada grande ser que estende a mão e permite que eu me recrie. Ideia, depois osso, depois músculo, depois mármore, depois carne e enfim eu preso nessa cadeira, escrevendo e lamentando as garrafas de ontem que eu freneticamente bebo para tentar anestesiar esse vazio agudo que bate em minha porta.
Assinar:
Postagens (Atom)