E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Objecto

Encarcerado! Nada novo! Talvez um sentimento bom, talvez um não! Você faz todo o necessário! Sente, tenta sentir, deixa de sentir e vê que isso é como mais um objeto que vai se desintegrar. Não só o objeto mas como quem o segura também. Sem querer trocas, sem querer objetivos, porque por si só o sentir se coroa, se entrona como um transcender, um elevar! Aprisionados dentro de seus próprios corpos, sentir é superficial, não há conexão, vibração, pulsão... Encarcerados, miseráveis, cada dia mais! Buscando e buscando em vão, conseguir se libertar, mas, encarcerados cada vez mais! 


Não é mais necessário expressar em palavras o que vejo, o que sinto, o que penso e o que sei! Palavras são superficiais e como todo o resto, no ar, irão se desintegrar! 

domingo, 1 de junho de 2014

Veneno

E você desperta! O gelo começa a derreter, você sente menos medo e mais calor! Você sente a outra mão na sua! Aperta! Aí, como o clarão de um raio, uma ventania, carregada com nevascas, vem! Tudo ao redor congela-se, de repente cristal, de repente vidro, de repente rocha! Mas as bebidas continuam a ser servidas! Você bebe e todo os outros querem provar! O vinho é pouco mas o veneno escorre em jorros!