E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!

domingo, 10 de março de 2013

na carne se sente o impulso da alma, o ardor da dor e o sufocamento da bondade. calor ímpio! amor! mas talvez menos que isso, bem menos! não chega a se ajustar em desejo e vontade, mas se achega em compreensão ou denotação. a verdade que carrego é a liberdade, e aquele velho sentimento de piedade, que tão só enfraquece e morre. sozinho. sem lar, sem ar, ou qualquer limitação. beirando ao onipotente ou chafurdando, tanto faz! sozinho, como nascer ou morrer, e ninguém saber que estamos aqui!

sábado, 5 de janeiro de 2013

apelo


da janela, à rua um rio correndo, a lâmpada flanqueando mostrando meia luz, os raios cansados, doentes e deslumbrantes mostrando todo o segredo da escuridão.
eis que surge o grito do louco, rouco, rompendo todo o silêncio, clamando pelo criador, orando, suplicando por um pouco de paz, rogava em prantos chorava e gritava, gritava, gritava:

- ói meu sinhô, meu pai criadô lhe peço humilde, caido e cansado alumia a estrada que eu priciso trilhâ, remove as pedra que tão na mia frente e me ajude a encontrâ a paz.    ajuda sinhô os home sem fé, que busca nos outro o próprio mal, ajuda a crescê e progredi,  e sempre buscar evolui, alumia também quem não tem amô, e aqueles que se esquece di amâ. o tempo não volta, aprendi a aceitâ, e pra aqueles que se perdero só me resta orâ pru sinhô não os abandonâ, porque a vida é difici e não volta atrás.
que a chuva caia e lave a terra, do mal dos home que não vive em paz, que não sabem sorrir  e só querem ganhâ, não ajuda os irmão que precisa de lar.
 valha-me sinhô dos mal dessa terra e me ajude sempre a caminha, porque a escuridão já me cerca e num tenho onde me apoiâ