E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
aeon
a era líquida! era de tempo líquido, era do pensar líquido, do racionalizar líquido... era da remoção, da comoção, da trituração! era de escárnio, era de passado, era dos enterrados! o que se constituí sólido é dor, terror, medo, horror e amor! uma fraca pulsão de vida que permanece e te arranha com um estilhaço de vidro, raspando e aprofundando todas as feridas abertas e as que pensavam-se curadas! toda a dor que já sentiu não é comparativo para o que sente! afinal, como disse a cigana com pele de marfim e olhos da cor da terra "você verá que nada é como pensa, as pessoas não são plenamente felizes e verdadeiras, exibem o seu bom para mascarar o seu mau, julgam nos outros o que odeiam em si e serão eternamente crianças, buscando satisfazer-se! não lhes dê os brinquedos para que brinquem, também não seja a brincadeira delas!" - decodificam-se os seres e relacionamentos estabelecidos por eles, como garrafas de líquidos, ao acabarem-se os líquidos, existencialmente acabam-se as garrafas!
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