E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fala la la la lala

O pensamento é a fonte sagrada do ser humano, o ser humano é a fonte sagrada da existência, e a existência ultimamente esta sendo um tanto quanto banal. O tempo aqui na terra, está passando com vagarosa precisão, o ponteiro as poucos brinca numa circunferência em que todos estamos dentro, morando, correndo, vivendo... As coisas aqui, são meio independentes, as pessoas não precisam mais umas das outras, agora o maldito modernismo tomou conta de tudo o que já foi bom e real. Será mesmo que o que dizem sobre o mundo acabar, é verdade? Espero que seja! Uma escuridão me cerca e me tampa os olhos, uma tristeza me invade e tudo não passa de lágrimas de luz que escorrem numa cachoeira de destroços de coisas já vividas, amizades que acabaram e alguns litros de vodca.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Experiencia própria.

Se você tem um relação muito intima (falo de amizade ou amor, nada carnal) com uma pessoa, e essa pessoa te decepciona ou te magoa, ou seus caminhos se separem por um breve momento, depois nada volta a ser como antes. Existirá um buraco aberto e vai doer e sangrar cada vez que pensar nessa pessoa.

sábado, 6 de agosto de 2011

Abismo

Nossa Senhora das coisas impossíveis que procuramos em vão, vem soleníssima, soleníssima e cheia de um vontade oculta de soluçar. Talvez porque a alma é grande e a vida é pequena, e todos os gestos não saem do nosso corpo, e só alcançamos aonde o nosso braço chega, e só vemos aonde chega o nosso olhar. O negro escuro da vida, envolve e cansa, despedaça e mata. Continuo vivendo. Sou o fundo do infinito o começo do fim da noite. A solidão que mata e enlouquece. As trevas dentro da alma. Respirar. Estende o braço e encontra o frio, abre os olhos e escorre o sangue. Pensa. Não sinto, eu penso, eu vivo, mas estou morto. Sou loucura, sou drama e acabo o fim com a comédia. Dentro do peito o malabarismo, sincronicidade, anaforismo. Movimento sentimento escrúpulo perda vontade viver, sofrer cair morrer sorrir. Noite, vem dolorosa!