E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!
domingo, 8 de maio de 2011
Sonho
Aquela sensação de carne moída espalhada em partes desiguais e lugares desconhecidos: um elefante preso no corpo de uma formiga achou que o cérebro era de papel e quis se rasgar todinho. Urubus voando num vidro de conserva, observando a cena. Eu grito, grito e não sai nada. Quando a gente nasce, é um acidente nuclear. Passam-se os anos e alguém bem sádico vai moldando sua forma individual e personalizada de chumbo. Deixa uma fresta, e pinga nela uma gota por segundo.
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