E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!
domingo, 8 de maio de 2011
Enxofre e Césio 137
Fadado a uma vida infinita o espírito espera calmamente os desmanches da matéria, pulsante e agonizante a morte chega, o anjo negro com aparência de criança estende-te a mão e você chora, tu está com medo, mas aquele anjo não pode lhe fazer mal. As estrelas brincam com a luz, as cores do mundo se tornam puras, os outros seres dormem enquanto apenas você está desperto. Naquele circulo vicioso de viver, reviver e reinventar-se. As borboletas dançam no estômago e os leões famintos cantam a sinfonia, aquela mesma que você ouviu quando chegou aqui. Mude-se, transfome-se e caleidoscópicamente volte ao mesmo estágio de antes.
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