E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!
sábado, 6 de agosto de 2011
Abismo
Nossa Senhora das coisas impossíveis que procuramos em vão, vem soleníssima, soleníssima e cheia de um vontade oculta de soluçar. Talvez porque a alma é grande e a vida é pequena, e todos os gestos não saem do nosso corpo, e só alcançamos aonde o nosso braço chega, e só vemos aonde chega o nosso olhar. O negro escuro da vida, envolve e cansa, despedaça e mata. Continuo vivendo. Sou o fundo do infinito o começo do fim da noite. A solidão que mata e enlouquece. As trevas dentro da alma. Respirar. Estende o braço e encontra o frio, abre os olhos e escorre o sangue. Pensa. Não sinto, eu penso, eu vivo, mas estou morto. Sou loucura, sou drama e acabo o fim com a comédia. Dentro do peito o malabarismo, sincronicidade, anaforismo. Movimento sentimento escrúpulo perda vontade viver, sofrer cair morrer sorrir. Noite, vem dolorosa!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário