E o que me fascina é o veneno, a doença das palavras. É a desmaterialização do invicto!

domingo, 1 de junho de 2014

Veneno

E você desperta! O gelo começa a derreter, você sente menos medo e mais calor! Você sente a outra mão na sua! Aperta! Aí, como o clarão de um raio, uma ventania, carregada com nevascas, vem! Tudo ao redor congela-se, de repente cristal, de repente vidro, de repente rocha! Mas as bebidas continuam a ser servidas! Você bebe e todo os outros querem provar! O vinho é pouco mas o veneno escorre em jorros!

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